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Precisa fazer estação de monta em pecuária de corte?

Publicado em 01/11/2018

Por: Equipe BrasilcomZ

Olá, amigos agropecuaristas. Setembro acabou, a primavera começou, e as primeiras chuvas caíram em boa parte do Brasil. Nada melhor para alegrar o homem do campo que um bom início de estação de chuvas, ainda mais depois da seca severa que assolou muitas regiões. Agora, é esperar a continuidade para as pastagens se desenvolverem e permitir o plantio de grãos na região Centro-Oeste do País.

O ritmo de trabalho tem sido muito forte desde o final de agosto, depois de mais uma grande e intensa ExpoGenética. Tenho andado muito, temporada de apartar, formatar e comentar leilões de touros e realizar acasalamentos dirigidos – ou seja, os trabalhos que precedem a importante estação de monta.

Nessas andanças, encontro e converso com muita gente, e digo que não me lembro de ver os brasileiros tão agoniados com as incertezas dos resultados nas eleições – eu sou um deles. Existe o lado positivo do envolvimento, precisamos ser e estar mais politizados e até participarmos/entrarmos mais na política, já que, para termos bons representantes, é necessário gente nova e competente concorrendo às eleições.

Em meio a tudo isso, voltando de um trabalho em Valparaíso/SP, a caminho de Garça, para visitar minha mãe antes de ir para minha casa em Jaboticabal, entro num posto de gasolina perto de Lins, olho para a TV e vejo, no plantão do JN, um estúpido dando uma facada na barriga de um candidato à presidência. Não acreditei quando assisti aquela cena surreal. Inadmissível! Um atentado não só contra a vida de um ser humano, mas contra a democracia do País. Quando estiver lendo esta coluna, as eleições já terão acontecido, espero que o País possa iniciar uma nova era, livre da corja de corruptos que nos atrasaram tanto.

eE sobre a estação de monta: sim, é uma atividade necessária. Não acredito que você ainda não tenha implementado tal prática no manejo do rebanho. Primeiro, para poder exercer pressão de seleção por fertilidade nas matrizes e, depois, para concentrar as atividades de inseminação/monta natural, de nascimentos, de desmama e, por fim, para poder medir melhor seus resultados e facilitar a gestão do seu negócio.

E quando devo começar? Com a oferta de alimento para que a matriz esteja em balanço energético positivo e condição corporal para ciclar e conce
ber. Isso depende da estratégia de aporte nutricional de cada fazenda e, principalmente, do regime de chuvas na região, que está em estiagem e sem boa oferta de forrageira – situação que compromete toda a iniciativa. Quanto ao tempo necessário, faça de acordo com seu momento de pressão de seleção no rebanho, o importante é fazer. Se ainda não possui estação de monta, pegue leve e faça uma estação mais longa, venha encurtando em torno de 15 dias ao ano até chegar ao objetivo, que pode ser de cinco meses ou até apenas 90 dias. Particularmente, gosto muito da estação de monta de quatro meses, e, se tiver excedente de vacas prenhes– em função da reposição de novilhas –, pode-se vender o restante como vacas criadeiras, agregando valor ao invés de irem para o corte. Venda as matrizes que emprenharam no final da estação, e, com isso, vá conduzindo os nascimentos para períodos mais reduzidos, nos quais terá melhores bezerros. Tais conceitos valem tanto para pecuária seletiva como para produtores de gado comercial.

Para encerrar, voltamos ao tema que tomou grande parte da coluna deste mês. Que Deus ilumine o brasileiro no dia 7 de outubro! Vamos que vamos!