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Seleção na raça Nelore, ainda temos muito o que conversar (Parte 2)

Publicado em 14/09/2018

Por: Equipe BrasilcomZ

Olá, amigos pecuaristas. Quando escrevo esta coluna, estamos em meados de agosto, e o ipê branco de casa está florido para alegrar a comemoração da vida com família e amigos. No trabalho, o ritmo está forte, a menos de uma semana da ExpoGenética 2018, a toada não podia ser diferente, já que, para a BrasilcomZ, esse é o evento mais intenso do ano. Em 2018 – além da 6ª edição do Leilão Boi com Bula Premium, estande, pavilhão de mostra e curso de acasalamento –, estaremos inovando com o 1º Evento Digital Boi com Bula, em parceria com a Mais Ativo Rural. A ideia é um modelo de negócios mais técnico – mas, sobre isso, falamos em outra oportunidade. Aproveitando o assunto ExpoGenética, feira que se traduz no maior símbolo da importância do zebu com avaliações/ provas para a pecuária de produção, teremos grande parte dos lançamentos de sumários de touros, além de palestras técnicas, promoção de reprodutores de central para a estação de monta, leilões e mostras de importantes seleções. Com tudo isso, a pergunta é: O criador está preparado para assimilar todas essas informações?
Minha percepção é que ainda temos muito o que conversar sobre a interpretação das DEPs (avaliações genéticas), a importância das avaliações morfológicas funcionais e os pontos positivos e negativos de se guiar por um índice definido por um determinado programa de melhoramento. Sobre as DEPs, além das tradicionais avaliações para crescimento, habilidade materna e perímetro escrotal, surgem novas características a cada nova temporada de lançamento de sumários. É tanta inovação na área que os criadores têm dificuldade de acompanhar e compreender a real importância daquela tecnologia para seu negócio, seja na pecuária seletiva (produtores de semente – touro), seja na pecuária comercial (na qual precisam definir se inseminam ou não, se optam por cruzamento ou seleção, e quais parâmetros adotar para o investimento em touros). É muita informação! São muitos vendedores de produtos ou ideias, e, com isso, a alternativa mais fácil é acreditar em algo mais fácil de explicar, como o Top 0,1%, que é um em mil e ponto! Tá, mas um a cada mil para o que, mesmo? O que significa MGTe, iABCZ, iPAINT, iAliança, iCFM, iQualitas, iIZ ou IQG? Pois é, são muitas informações de DEPs de diferentes características avaliadas, mas isso não é ruim! Pelo contrário, para os técnicos, são ferramentas que propiciam cada vez menos erros, mas, para isso, devem ser interpretadas, e aí é que está o problema. Fica muito mais fácil acreditar que a solução está no Top 0,1%. Não que o Top em avaliação genética no índice seja ruim. Pode ser muito bom, só que não é tão simples assim. Será que a essência que fez com que o Nelore se tornasse a raça mais numerosa do Brasil está sendo preservada? Fertilidade/adaptação, facilidade de parto, vigor de bezerro, tamanho de tetos, aprumos etc. estão sendo conservados? A seleção por um determinado índice conduz a um biotipo mais precoce ou tardio? O que isso representa na curva de crescimento? Como sempre dizemos por aqui, em zootecnia, não tem receita de bolo, cada realidade de fazenda, rebanho e objetivos de mercado requerem uma estratégia diferente. Como diz um grande amigo, quanto menos o sujeito entende de gado, mais fácil é a escora no  Top 0,1%!

É isso aí. Vamos que vamos!