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Não largue o rabo do boi..

Publicado em 14/11/2018

Por: Equipe BrasilcomZ

Olá, amigos. Escrevo no final de outubro, mas vocês leem esta coluna já sabendo quem é o próximo presidente do Brasil.

Impressionante como a população está envolvida com estas eleições, não é à toa que vivemos uma crise moral na política, na qual os representantes nada mais são do que um reflexo dessa situação. O lado positivo é que a escolha viciada pelas reeleições e a continuidade da herança política familiar foram quebradas. Acompanhamos uma renovação expressiva no Senado e nas Câmaras de Deputados estaduais e federal, assim, a maioria das raposas antigas ficaram de fora desta vez. Perdendo o foro, essas raposas estão susceptíveis à lei que deveria ser igual para todos.

No clima pós-Expogenética, e antes do primeiro turno das eleições, os leilões de touros deram uma barrigada, e mais próximo do segundo turno houve uma melhora significativa, talvez pelas chuvas ou pela melhora de humor no ambiente econômi
co em geral, que sinaliza mudanças importantes.

No momento em que escrevo, estou voltando de Maceió/AL, onde participei de um leilão de touros e novilhas PO e cara limpa. Além de total liquidez e ótimos preços nas primíparas precoces puras e reprodutores avaliados, os preços obtidos no gado comercial, na licitação de novilhas e bezerros, foram os que mais me impressionaram –o mercado no Nordeste está aquecido!

Fazendo uma reflexão com amigos da região, fiquei sabendo que, em função da crise no setor sucroalcooleiro, muitas áreas de cana estão voltando a ter pecuária, e o rebanho está em plena expansão.

Na região tradicional das vaquejadas, esse fato me trouxe à lembrança um causo contado por um amigo paulista que vive na Bahia há muitos anos. Certa vez, ele estava com um senhor tradicional da região muito conhecido pela sabedoria e pela esperteza. Em dado momento, quando o rumo da prosa foi 
para o lado dos riscos maiores da agricultura, comparada à pecuária, houve o seguinte diálogo:

– Menino (o pessoal mais velho daquela região gosta de chamar homens mais novos de menino). Menino, você gosta de agricultura, não é mesmo? – Gosto, sim – respondeu meu amigo.

– Você gosta de fazer conta, não é mesmo?

– indagou o senhor.

– É, gosto, sim, e quando faço fica difícil para a pecuária competir com a agricultura, não é mesmo? – meu amigo respondeu, arguindo.

Aquele senhor, então, coçou a barba por fazer, deu uma olhada firme para a cara do meu amigo e, depois de explanar sobre os riscos e casos de agricultores que tiveram experiências negativas, sapecou essa:

– Menino, pode fazer roça, mas NÃO LARGUE O RABO DO BOI, não. Quando alguma coisa foge do previsto, é o boi que paga as contas! Isso aí. Vamos que vamos!